quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Guest post: Toda mulher tem direito ao próprio corpo! E todo ser humano também.

Hoje o post é da Convidada Neli! O perfil de todas As Convidadas você vê aqui.

O aborto é de uma imensa tristeza. Fruto de profunda ignorância sobre o Ser Humano.

Toda mulher tem direito sim sobre o que acontece com o próprio corpo. Ela tem o direito de não engravidar. E este direito é respeitado no nosso país. Ela tem o direito de transar com quem quiser. Ela tem o direito de controlar a natalidade (os homens não o têm, percebam!). Ela tem o direito de usar contraceptivos, e para isso não lhe faltam informações.

O Direito é irmão da Liberdade, e não há liberdade sem a atuação, firme e guiada por um Eu presente, da Consciência. Ser consciente dos seus atos, e portanto das suas escolhas, é a prática máxima do Ser Humano. É tudo o que devemos almejar. 

Tenho três filhos lindos, todos adotivos. Filhos que foram gerados por três mulheres incríveis. Mulheres, apesar das condições subumanas em que viviam; mulheres que apesar de viverem num mar de abandono emocional, escolheram a Vida. Somos rápidos em julgar essas mulheres. Dizemos que elas não são mães, que são animais. Levantamos o nosso olhar critico, sem piedade, e acusamos. E somos a favor do aborto.

Quando olho para os meus filhos, fortes e vencedores, vejo a força dessa Vida doada por essas mulheres maravilhosas. E meu ser torna-se permeado de gratidão, da mais profunda gratidão.

Toda mulher tem em seu corpo a semente que produz a Vida, isso é de sua natureza. Se você fez uso do seu direito de não engravidar; se você usou do seu direito de decidir; se você usou do seu direito de praticar a humanidade, trazendo aos seus atos a consciência do seu Eu presente; se ainda assim, contra todas as circunstâncias, você engravidou, então, você pode ainda escolher ouvir a Vida que grita. Talvez você se permita perceber que pode estar diante da sua maior oportunidade.

Contudo, se você não exerceu esses direitos, por quê agora suplica pelo direito de matar?

A vinda de uma criança, independentemente da forma como foi gerada, NUNCA é uma desgraça. Não há ser neste mundo que possa me convencer do contrário.

Neli Ortega, feliz e intensa pela natureza sanguínea. Mãe de três filhos, três cachorros e três gatos. Sonho nas teorias mas respiro na atividade humana. Quer falar comigo? Meu e-mail é neli.ortega2@gmail.com

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Para onde você prefere olhar?

Estava eu atrás de um caminhão de lixo por uma estrada bem bucólica. Isso não é ficção. E os lixeiros - acho que não se fala mais "lixeiro", mas no meu tempo quando aprendi, era assim - chamaram a atenção de meu filho, um bebê de quase 2 anos, que deve ter pensado algo como: "que legal, pessoas penduradas num caminhão!". Apesar de um caminhão já encantar qualquer bebê, isso porque eles não sabem avaliar como dirige um caminhoneiro, mas isso é outro assunto!

Conheci uma pessoa que, quando criança, sonhava ser lixeiro, ou, na versão politicamente correta, coletor de resíduos. Morava numa ladeira, no Ipiranga, e achava o máximo aqueles caras que corriam atrás de um caminhão, jogavam coisas nele e ainda por cima conseguiam pegar carona pendurados numa barra, soltos, ali fora. Parecia muito divertido, aos olhos dele.

Então, como chamou a atenção do meu filho, chamou a minha e então eu tive "a visão": um dos coletores estava virado para a caçamba, como sempre vi. Mas o outro, não. Ele tinha conseguido se equilibrar e estava virado para a rua. No caso, para a paisagem, que é linda! Muito verde, Ipê floridos, Primaveras! Por quê ninguém pensou nisso antes? Por que fazer os caras andarem voltados para o lixo? Ou será que tem alguém que quer, por livre espontânea vontade, olhar para o lixo, ao invés de olhar para o horizonte? Bem, quando acontece um acidente e vejo tantas pessoas fazendo questão de olhar diretamente (e muitas vezes de forma demorada), aí concluo que sim, muitos preferem mesmo olhar para o "lixo", ao invés de contemplar a paisagem.

Mas isso é uma opção individual: a gente olha para onde nossos olhos preferem. E se os olhos são a janela da alma, a alma de cada um fica mais confortável com a paisagem que quiser. Eu e esse moço (que mudou sua perspectiva e me inspirou) preferimos olhar a paisagem. O mundo sempre nos faz lembrar que tudo é possível, finito e infinito e, o mais importante: a paisagem quem faz é a gente!

Esta foto lhe parece como?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Guest post: Quantos quilos pode pesar a felicidade?

Hoje o post é da Convidada Adriana! O perfil de todas As Convidadas você vê aqui.

Já estava casada há dez anos quando decidi engravidar, e este foi sem dúvidas o divisor de águas da minha vida...Então lá vamos nós, que aqui começa uma nova fase da minha história!

Nunca fui, entre as amigas, aquela que falava que queria ser mãe sob toda e qualquer forma...Até o dia em que despertou em mim uma vontade latente e encarei isso como uma meta que deveria ser alcançada a qualquer custo... E foi aí que digo que mudei, como pessoa, como mulher...

Depois de três tentativas frustradas de fertilização in vitro,  muito desgaste emocional e financeiro (mas digo com propriedade que o emocional é incomparavelmente maior!), engravidei do meu bem mais precioso, minha Malu, hoje com 4 anos!

Mas essa tão sonhada gravidez trouxe consigo tantas outras coisas...(e lembre-se desta parte, pois ela é importante no depois) Por isso afirmo: minha vida se transformou completamente! Mudei muito, e meus conceitos e objetivos...estes então...como mudaram!

Durante a gravidez, com minha afilhada!

Parando de filosofar, registre este fato: cheguei a pesar quase 100 kg! Ah, mas você me pergunta: quantos quilos eu pesava antes de engravidar? E eu te digo, de peito aberto: 64 kg! 

Só não passei dos 100 kg porque minha menina nasceu antes do tempo...Com direito a pré-eclampsia (pressão alta gestacional), UTI para ela e para mim...Mas tenho que confessar que foram os 100 kg de mais pura alegria e felicidade que carreguei e se preciso fosse, faria tudo de novo! Porque ver a Malu hoje, brincando, correndo, crescendo e se desenvolvendo me faz realmente dizer: valeu a pena! E a gratidão eterna da minha vida se iniciou aí...


E em 2013!
Adriana Varago, trabalho na Clinica de Estética e Saúde Vitalità: www.clinicavitalita.com. Se quiser falar comigo, meu email é adrivarago@terra.com.br!