quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Amor pleno e incondicional - Blogagem coletiva "Histórias de vida que inspiram"

Inspiração faz parte da vida. Minha avó Ruth, Maria, Iris, enfim, pra mim meu amor maior na vida (lado a lado com meus filhos e marido), é minha inspiração diária, minha inspiração de vida, meu exemplo.

Infelizmente, hoje, ela não está mais aqui para que eu possa abraçá-la, dar um cheiro ou irmos comer um pastel no Grupo Sérgio...Mas ela está comigo em todos os momentos, no meu olhar sobre a vida e sobre tudo.

Ela me ensinou, da melhor forma possível, ou seja, sem discursos ou bandeiras, e sim com o exemplo, que devemos fazer tudo com amor.  Deus mora nos detalhes, e é pelo amor que devemos agir. Mas ela nunca me disse essa frase. Ela agiu assim, o que supera qualquer texto.

Até sua morte me ensinou, e até hoje coisas que aconteceram com ela, através dela ou por ela, ainda me ensinam, pois há coisas que não entendemos no momento em que acontecem, mas elas estão ali, prontas para serem entendidas quando o nosso coração estiver pronto pra isso.

Minha avó não transformou o mundo. Ela não é Nobel de nada, não ganhou nenhum prêmio mundialmente reconhecido. Mas ela transformou a vida de todos que puderam conviver com ela, e para mim esse é o maior legado que alguém pode deixar. Quando decidi abrir mão da carreira, do dinheiro, do status, para me dedicar de coração à minha família - marido e filhos - era o exemplo da minha avó que eu seguia, mesmo que ela tenha tantas vezes me falado para ser independente e ter uma carreira. Que paradoxo, não?

Não. Ao abrir mão da carreira, estava me tornando independente daquilo que é importante para os outros, e não para mim. Valorizei o melhor da vida, o que nunca vai voltar: o tempo que temos para desfrutar da companhia daqueles que amamos. Ela me deu o melhor dela: seu tempo, seu carinho, sua dedicação, seu amor. E não me venha com essa história de que o que vale é a qualidade do tempo. Desculpe, mas eu sei por experiência própria que o que vale mesmo é o tempo inteiro, não partido, em quantidade e qualidade. Eu não abriria mão de nenhum instante em que passei ao seu lado, mesmo que tenham sido broncas ou momentos de mau humor. Prefiro, como filha, que ela tenha passado comigo todo o tempo que fosse possível para nós duas, e agradeço que esse possível tenha sido bastante, apesar de hoje achar que ainda foi pouco. Tudo virou história para mim.

Minha avó querida, meu amor, obrigada por ensinar tanto pra mim: a gente faz de forma verdadeira, para não ter que pedir nada depois. Esse é o seu maior legado: fazer com amor aquilo que se propôs a fazer, para não precisar colocar ninguém em dívida conosco. A gente não pode fazer esperando retribuição. Você não esperou nada, de ninguém, e não cobrou atitude nenhuma, em troca da sua.

Se eu consigo, na minha vida, fazer as coisas com amor, desde limpar um banheiro, estender uma roupa, ou escrever esse texto, é porque o seu olhar sempre foi esse: o do amor. Se temos que fazer algo, vamos dar o nosso melhor naquilo. Se em algum momento, no futuro, meus filhos pensarem em mim dessa forma, a de alguém que fazia as coisas porque queria, e colocava amor nas menores coisas, tenho certeza que nenhum legado será maior.

Obrigada minha avó, por me ensinar a força de Deus, que é o amor em ação, e não em palavras! Façamos o nosso melhor, sempre!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mãe não pode ficar doente

Quando engravidamos, nos preparamos para muitas coisas: enxoval, quarto, fraldas. Mas ninguém nos diz que um dia o filho pode ficar doente. Claro, ninguém quer ser portador de má notícia, principalmente quando tudo à volta deve ser motivo para celebração.

Mas quando meu filho mais novo tinha 20 dias, em pleno Natal, o mais velho teve que ser internado, por causa de uma infecção, e por lá ficou até o dia 30 de Dezembro. Foi difícil demais, pois eu queria estar com ele e não podia, e quando estava - os 40 minutos que conseguia, diariamente - me preocupava com o bebê.

Aí tudo melhorou, graças a Deus ele saiu e eu fiquei passada por muito tempo.

Seis meses depois, nesse último Junho, uma virose que atacou muita gente chegou aqui em casa, e pegou todos nós: mãe, pai, filho, bebê. E depois de 6 idas aos PS, uma pneumonia obrigou a médica a internar meu bebê, com apenas 6 meses, e nós ficamos lá por 6 dias, em isolamento, pois não sabiam exatamente o que tinha nos deixado daquele jeito.

Então eu fiquei pensando que mãe não pode ficar doente, pois mesmo com febrão, eu tinha que estar ali, inteira, pra cuidar do meu bebê. Mas também pensava que não era certo criança ficar tão doente, e internada, e que as mães que suportam hospitais, PS, UTIs, são heroínas, de verdade. Porque por melhor que seja o hospital, e ainda bem que podemos pagar um convênio que nos dê isso, a única coisa que a gente quer é estar na nossa casa.

Então me lembrei de amigas que tiveram seus bebês em UTI quando nasceram, em outras que passaram por sustos assim, e também pensei em tantas outras mães que nem conheço mas que suportam essa situação, de ver um filho doente e que fazem de um hospital uma segunda casa, seja por pouco tempo, seja por muito, em casos mais graves, e fiquei assim com uma grande angústia, pois essa impotência é muito pesada.

Depois que a gente é mãe, passa a se emocionar com notícias sobre crianças, e criança e doença não deveriam ser conjugados na mesma frase.

Também me lembrei da mãe de uma amiga que me disse que depois de passar pela doença com a filha, tinha se posto em segundo plano, e nunca mais tinha conseguido ser vaidosa como era antes. Sim, porque depois que a gente vê um filho doente, a gente percebe que nada é mais importante do que vê-lo saudável, disposto, inteiro. Nada mesmo.

Então esse post é pra desabafar, mas também pra homenagear todas nós, guerreiras que somos ao passar por essas situações e sairmos delas vivas. Traumatizadas, mas vivas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Todos dormem?

Quando meu primeiro filho era bebê, o sono dele era muitíssimo complicado (entenda-se: ele dormia no máximo 2 horas e 1/2 seguidas...) e cheguei até a falar para o pediatra: se mais alguma mãe na sala de espera me disser que o bebê dela dorme a noite inteira, sou capaz de dar um soco em alguém!

Agora, com meu segundo filho, nem posso reclamar tanto, durante a noite o sono dele é mais longo, mas continuo me deparando com bebês "perfeitos": não dão trabalho, dormem a noite toda desde o primeiro dia (e no próprio berço), não choram, ficam no carrinho sem reclamar...

Bom, então o "problema" deve ser genético, porque meus filhos dão trabalho, choram, e não passam o dia no carrinho sem reclamar. Falando com uma prima que tem bebê pequeno, ela me disse que ouve essas histórias fantásticas de bebês, de outras mães que encontra por aí. Então deve ser genético, mesmo, porque só os nossos dão trabalho...

E fico pensando: por que, então, tanto livro e dicas em sites de como fazer o bebê dormir, já que todos dormem, menos os meus? 

Conversando com outra mãe, de 3 meninos, ela me disse: "Ana, isso é mentira. O pessoal exagera, não conta tudo."

Então eu penso: será que hoje a imagem de mulher perfeita é tão forte, que transferimos isso aos filhos? Não basta que a gente faça tudo da melhor forma: nossos filhos também devem parecer sem defeito aos olhos dos outros? Não é aceitável se queixar do trabalho que dá um bebê? Precisamos nos mostrar a mais satisfeita possível para as pessoas? 

De qualquer forma, fica aqui meu registro: se você tem um bebê que dá trabalho, ou já teve, bem vinda ao clube!