sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

E 2011?

Último post do #memedasantigas. Valeu Max, adorei participar!

Quem em 2011 eu tenha muitos dias interessantes, para conseguir perceber o tempo passando. Que eu vá mais ao cinema e também a algum show. Que haja livros inspiradores e que eu consiga ler alguns deles. Que eu tenha muitos e muitas parceiras em 2011, pessoas que eu possa contar e que também contem comigo. Que meu lugar preferido seja dentro de mim, que eu possa me bastar. E que novas músicas possam ser trilha musical de ótimos dias. Que eu consiga comprar tudo o que preciso, e ainda assim tenha um sonho de consumo. Que meu pior dia seja causado por um problema tão insignificante, que nem mereça ser chamado assim. Que haja tantos dias maravilhosos e cheios de felicidade, que não seja possível escolher apenas um. Que minhas primeiras vezes continuem sendo pro bem, e que o cansaço não me tire a empolgação de ter primeiras vezes. Que eu nem pense em fugir, mas ainda assim, eu consiga fazer alguma viagem. Que eu continue tentando sempre, sem pensar em desistir. E que eu consiga tudo o que mereço. Que minha inveja continue inócua. Os quases podem deixar de existir. Ou não. Que eu possa descobrir tanta coisa boa que eu ainda não sei. Que eu não tenha que conviver com pessoas que me despertam instintos assassinos. Que a vergonha alheia seja algo apenas engraçado, e não lamentável. Que eu seja motivo de orgulho para mim. Que eu tenha muitos momentos Ryca, nenhum Heleninha Roitman, e nem precise ser Paola Bratcho, mas posso até dar uma de Carla Perez, tudo bem. Que o problema de 2011 seja ele acabar, de tão bom que tenha sido. Que eu tenha milhões de fotos alegres e sem pose (mas não tão tremidas). Que no final dele, eu tenha a sensação de missão cumprida, para esperar por 2012.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Uma foto minha em 2010

 Post 30 do #memedasantigas

a foto está ruim (valeu Rafa!), mas eu estava muito feliz

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O bom de 2010 foi…

Post 29 do #memedasantigas



- meu filho ter se recuperado 100%. O trauma foi só meu;



- ter momentos genuínos de felicidade e muitos períodos sem nem sombra de depressão;



- ter aprendido a mexer numa máquina de costura;

- sonhar que poderia ganhar dinheiro fazendo o que gosto;

- poder ser mãe em tempo integral e viver com pessoas que amo;

- continuar viva para ter o bom de 2011;



- ter participado desse #memedasantigas criado pelo Max;

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O problema de 2010 foi…

Post 28 do #memedasantigas



- meu filho ter se machucado seriamente na escola. Eu gostaria de  apagar esses dias;

- sentir um desânimo terrível e vontade zero de falar com as pessoas. Com exceção de pouquíssimos. Também chamada de depressão;

- ter deixado de fazer roupas. Pensar numa forma de voltar a fazer isso e não encontrar como;

- não ter achado uma forma de trabalhar sem ter que deixar meu filho;

- não ter ganhado nenhum dinheiro;

- sentir medo. Dá pra eliminar isso da vida?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Meu momento “Carla Perez” em 2010 foi…

Post 27 do #memedasantigas

Assim como no post anterior, tive certa dificuldade em entender a proposta. É claro que a conheço, o problema não foi esse, mas fiquei sem saber sobre qual “característica” da Carla Perez o Max pensou ao propor essa idéia. Seria sobre seu QI? Seria enquanto dançarina rebolativa? Seria namorar e casar com um troglodita, virar mãe e lançar discos infantis (vergonha alheia total...)? Ou houve mais alguma coisa que nem registrei, nesses últimos tempos?

Enfim, como não consegui me decidir, acabei não conseguindo declarar qual foi meu momento “Carla Perez”...Mas definitivamente posso dizer que não casei com troglodita, não tentei me enveredar pelo ramo musical e nem dançar até o chão...Mas meu cérebro pode ter deixado de funcionar por alguns instantes, em 2010. Isso eu tenho certeza. Mesmo assim, nada registrado para a posteridade.

Meu momento “Paola Bracho” em 2010 foi…

Post 26 do #memedasantigas




Meu momento...quem? Tenho que confessar nunca ter ouvido falar de Paola Bracho, até ler a sugestão do Max. Googlei. E pelo que entendi, ela era a gêmea má de uma novela, tipo “Ruth & Rachel”, essas sim do meu tempo...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Meu momento “Heleninha Roitman” em 2010 foi…

Post 25 do #memedasantigas



Tenho que confessar meu momento com certa vergonha, não pela bebedeira em si, muito ao contrário, mas sim porque percebi que fiquei velha e meu corpo não agüenta mais os efeitos do álcool, mesmo que em mínimas doses.



Fiquei super mal, quase abraçando privada e tudo, por causa de uns 4 copos de cerveja, isso junto com o almoço...enfim, não tenho mais idade nem capacidade pra ser Heleninha Roitman...passou...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Meu momento “Eu sou Ryka” em 2010 foi…

Post 24 do #memedasantigas


Vejamos: não viajei, não fiz compras exorbitantes, não pintei os cabelos no Studio W, não fui à nenhuma festa com champagne e celebridades...Continuo com o mesmo carro, deixei de comprar coisas que achei caras e comprei coisas na Renner.



É, definitivamente não tive nenhum momento “Eu sou Ryka”, em 2010. Ou melhor, quase tive:



Estava eu na academia com meu novo tênis Mizuno, que custa a bagatela de R$600,00. E a moça que corre junto comigo veio elogiar o tênis, que até tinha pensado em comprar um, mas não teve coragem de dar todo aquele dinheiro. E eu, pensam que fiz aquela cara "eu sou ryca" e sai andando? Não, não, não. Eu disse, em tom de solidariedade e confidência: imagina, menina, nem eu...Foi uma amiga que viajou e trouxe para mim! Eu também não pagaria R$600 num tênis, ainda mais que eu só uso pra correr...



Então, junto com o suor e as calorias, lá sei foi meu único momento em que eu até poderia ter bancado a  “Ryka”, mesmo sem ser...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para…

Post 23 do #memedasantigas



Pergunte para uma mãe qual foi seu maior orgulho e ela responderá o que? Eu até poderia inventar algo, como heróis do cotidiano, tentar lembrar alguma história linda e emocionante de alguém, mas estaria tentando fazer um tipo, e além de não ser boa nisso, acho péssimo quem faz.

Um filho não precisa fazer nada surpreendente para nos encher de orgulho. Um mínimo gesto de talento, esperteza ou generosidade já é suficiente para ficarmos com aquela cara de tonta de satisfação.

Desculpem a falta de criatividade e o roteiro totalmente previsível. Tornar-se mãe é mergulhar num mundo cheio de clichês, tais como “pega o casaco”, “olha o pé no chão” e “vem comer que vai esfriar”...Acho que é praga das nossas mães, pra gente ver como é difícil tentar educar um ser.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para…

Post 22 do #memedasantigas

A vergonha alheia também é um pouco minha, por causa da política no Brasil. Me assustei com a diferença da popularidade de dois links que postei no twitter: um sobre como fazer política na internet (Votenaweb), e outro sobre as cores que seriam moda em 2011. As cores em 2011 foram muito mais pop do que a política, e isso me deixou um tanto decepcionada. Além disso, Mayara Petruso e todos os preconceituosos que não sabem viver com as diferenças.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em 2010 eu quis matar…

Post 21 do #memedasantigas

- aquelas que se fazem de boazinhas mas são as piores cobras. Sabe, aquelas de falinha mansa, que falam miando mas estão só pensando em como te ferrar?;

- folgados;

- interesseiras;

- mentirosos;

- invejosas;
- covardes;

- pessoas que só abrem a boca pra desanimar os outros;

Mas como eu só fiquei na vontade, essas pessoas continuam por aí, enchendo o meu saco perturbando (não só) a mim...Quem sabe em 2011 eu consiga ficar longe desses tipos!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Em 2010 eu descobri que…

Post 20 do #memedasantigas


Pedir desculpas é ótimo, principalmente pra quem pede as desculpas, no caso eu. Eu pisei na bola...e percebi...e me desculpei...então foi bom, porque me dá uma sensação de fechar o ciclo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Em 2010 eu quase…

Post 19 do #memedasantigas

Não é possível quantificar os “quases” e os “ses” que fazem minha vida ser como é...Quantos quases fazem minha vida ser tão boa, e quantos outros não a fazem melhor ainda. Se eu pudesse saber quantos quases já me tiraram de verdadeiras roubadas...Quantos quases não me tiraram do abismo. Muitas vezes acho que eu mesma sou um grande “e se”...Mas como tudo ficou no quase, tudo continua assim, do mesmo jeito...e eu nem estou reclamando, certo?


sábado, 18 de dezembro de 2010

Em 2010 tive inveja de…

Post 18 do #memedasantigas

É fútil, é idiota, mas é verdadeiro. Eu tenho muita inveja das pessoas que comem o que querem, na quantidade que querem, e não engordam. Essa inveja nem é desse ano, porque desde que aceitei que para me manter abaixo dos 60kg não poderia comer tudo o que gosto, na medida em que gostaria, eu olho com fúria para aquelas pessoas que dizem “eu como, como, e não engordo”. Tudo isso porque amo comer, adoro experimentar coisas diferentes e não consigo deixar de gostar de tudo aquilo que engorda...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Em 2010 eu consegui…

Post 17 do #memedasantigas

Posso dizer que consegui conter um pouco minha boca grande que em certos momentos fala coisas que deveria engolir, ao invés de despejar, e pelas quais eu acabo me arrependendo.

Mas tenho que ser sincera e dar ênfase no “um pouco”, ok? Mas também não posso desprezar esse um pouco, pois essa é uma tarefa árdua, constante e sem fim. Ano passado essa minha fúria impetuosa criou situações ruins para mim. Mas se der pra viver sem ter que se arrepender tanto assim por grosserias cometidas, acho que tudo fica mais leve.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Em 2010 eu tentei…

Post 16 do #memedasantigas

Tentei combater minha ansiedade sem aditivos químicos. Tentei criar uma “chavinha” na minha cabeça, e sempre lembrar que meus pensamentos deviam estar onde estava meu corpo. Eu tentei, diariamente. Muitas vezes fracassei, naufraguei. Em algumas outras, tive sucesso. Mas continuarei tentando. Um dia por vez, como nos AA.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Em 2010 eu pensei em fugir para…

Post 15 do #memedasantigas

Meu lugar de fuga é sempre o mesmo, e isso já há muitos e muitos anos: Berlin.

Não, eu nunca fui pra lá, o que a torna ainda mais interessante, sob certo ponto de vista. Mas quando penso em fugir, é sempre pra lá que vai minha cabeça. Um dia ainda vou. Mesmo que não seja em fuga, eu vou.

Mas não quero ir como turista típica, apenas conhecer os locais históricos. Quando penso em Berlin, penso em conviver na cidade, conseguir vê-la com olhos mais cotidianos. Eu vou. Um dia, eu vou.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Em 2010 eu pela primeira vez…

Post 14 do #memedasantigas

- Fiz um curso de corte e costura e criei e costurei roupas, na minha própria máquina;

- Arranjei coragem e fui atrás do meu sonho profissional (e ele não está ligado às roupas);

- Pós-maternidade (4 anos depois), deixei a cria com meus pais e saímos sozinhos, eu e meu marido. Foi como um primeiro encontro de namorados...apesar dele não entender porquê eu estava tão empolgada e tenha demorado tanto para me arrumar...Para ele era algo simples, mas para mim era como se eu pudesse voltar a ser apenas mulher, naquela noite. Enfim, detalhes que talvez apenas outras mulheres sejam capazes de compreender.

Pode ser que haja outras primeiras vezes, mas essas foram as mais importantes, que mostraram ainda ser possível me empolgar com coisas simples, possíveis no meu dia-a-dia.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meu melhor dia de 2010

Post 13 do #memedasantigas

Como nada é permanente, dizem os budistas, após os dias ruins, há dias bons. Esse ano de 2010 me presenteou com muitos dias bons, nem posso reclamar.

Mas não vou roubar de novo no #meme e escolhi: o dia da festa de aniversário do meu filho.

O porquê, nem preciso dizer. Justificativas são totalmente indispensáveis.

Meu pior dia de 2010

Post 12 do #memedasantigas

Meu pior dia na verdade foram dois, e todos pelo mesmo motivo: falta de saúde. Dia 5/julho, estava eu num PS, com monitoramento cardíaco, oxigênio, pressão a 5/8. O clima no PS era ótimo: nas outras macas, dois caras com infarto e derrame.

Eu estava ali por causa de uma catarse, e logo depois dela, uma crise alérgica super forte, com edema na glote. No hospital tive que tomar adrenalina (a dor da injeção é pavorosa), o médico toda hora ao meu lado com uma cara preocupada (o que me deixou bem tensa) e eu morrendo de medo de morrer. Foi bem horrível.

Mas depois disso, tudo melhorou nesse ano de 2010, ao menos em relação ao meu estado de espírito. A lembrança da mortalidade costuma ajudar o cotidiano.

O outro dia horrível foi 17/setembro, quando meu filho se acidentou na escola. Um galho machucou seu olho, e o pior momento foi quando o oftalmologista, com meu pequeno sentado na cadeira do exame, olhou pra mim e disse: “mãe, foi bem sério”. Meu ar sumiu, eu ali sozinha, e não pude fraquejar. Mas graças a Deus, e ao ótimo anjo da guarda de plantão, tudo ficou ótimo, sem nenhuma seqüela. Apenas o medo e o susto. Mas tudo passou!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Minha compra de 2010

Post 11 do #memedasantigas


Na real, não fui eu quem fiz minha compra, mas foi meu melhor investimento: um tênis Mizuno WaveCreation 11, o último modelo, o que dizem agüentar 500km sem deformar.
Pois é...Nada intelectual ou geek, mas esse é um outro lado meu: quero me tornar uma esportista, mesmo depois dos 30. Não de verdade, claro, não para competir, mas estou cada vez mais engajada nesse treco de correr...E se não estou em casa, ou fazendo algo em família, provavelmente estou correndo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Minha música favorita em 2010

Post 10 do #memedasantigas

Minha música favorita vem de algo que descobri em 2010: Pomplamoose. Eu sei que eles são de 2008, mas faz uns 6 meses que os descobri. Adorei as músicas, os vídeos, os textos, os covers, as camisetas. Eles são ótimos! E o que mais gostei foi uma música com uns trechos falados do Nick Hornby, que eu adoro. Tem uma pegada um tanto BeachBoys... Essa foi a minha música em 2010, porque já ouvi trocentas vezes, e não me canso...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Meu show preferido de 2010

Texto 9 do #MemeDasAntigas

Tenho certeza que 2010 foi um ano de grandes shows no Brasil. E eu adoraria ter ido a muitos deles, como Paul McCartney, Rush, SWU, Jamiroquai e outros que talvez eu nem esteja lembrando, já que não há como ter memórias sobre algo que não vivemos...

O único show a que fui em 2010 foi o Festival Natura Nós, versão mirim. Mas não posso reclamar, não, pois me diverti à beça (inclusive postei minhas opiniões). Então, dentro deste pequeno universo que freqüentei, o que mais gostei foi o do Pato Fu, Música de Brinquedo, que tenho certeza não ter sido bom apenas pela mínima amostra que eu tive, mas porque era muito bom MESMO!

Mas não posso falar disso sem que bata a nostalgia e venham as lembranças dos tantos shows maravilhosos que já fui. O primeiro da vida foi o dos Ramones, que não sei se por ter sido o primeiro, mas foi até hoje o melhor de todos. Também houve outros memoráveis: Deep Purple, Metallica, Robert Plant e Jimmy Page, Kiss, Ozzy, Judas Priest, Faith no More (no auge da carreira, e não depois, só pra arrecadar dinheiro da gente) e mais uma porção incrível, mas vou parar por aqui senão começo a ficar melancólica e me sentindo velha demais...Como já me disse uma sobrinha, parece que eu só gosto de quem já morreu (ou está bem perto disso, sem rogar praga pra ninguém).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Meu lugar preferido em 2010

Texto 8 do #MemeDasAntigas

Meu lugar é tão óbvio e sem criatividade...É a minha casa. 
Pode ser porque tenha começado o ano fora dela e quero vê-la inteira. Ou problemas lá do passado tenham feito eu desejar muito uma casa para chamar de minha. Talvez por ter morado em tantos lugares diferentes ao longo de minha vida. E alguns desses lugares apavorarem meus pesadelos até hoje. Também deve ser levado em consideração eu ser uma pessoa caseira e adorar o local onde moro, onde consigo tomar café da manhã vendo um tucano, ou um esquilo no jardim. Ou porque às vezes o silêncio é tão absoluto, que dá até para senti-lo, fisicamente.
Também há nela uma cara de missão a ser cumprida, já que aos poucos estamos conseguindo deixá-la como a gente gostaria. Não, não tivemos uma equipe de arquitetos e decoradores para fazer um extreme makeover e deixá-la com cara de cenário. Estamos fazendo isso aos poucos, até lentamente. Mas isso não impede aproveitarmos tantas boas lembranças já passadas por aqui. E sei que haverão mais, muitas mais.
Não tem mesmo outro local em que eu goste tanto de estar, apesar dos momentos “Por favor preciso sair”.
Então, por mais careta que eu me revele, esse é o meu lugar.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meu parceiro de 2010

Texto 7 do #MemeDasAntigas 

Quando a gente se casa, é porque acredita numa boa parceria. Alguns querem pra vida toda, outros para enquanto durar, mas ninguém se casa com alguém que não imagine compartilhar a vida. Ou ao menos não deveria, diria a boa prudência.

Casar é fácil. Manter o casamento, nem tanto. Outro dia refleti: “A irritação mútua faz parte do casamento”. Mas meu marido argumentou que não era justo, pois ele há muito não me irritava.

Ah, se ele soubesse, que naquela mesma manhã, algumas horas antes dessa brincadeira, eu quase o tinha esganado.

Mas então ele não percebeu que me irritou? Não, não, nada disso. É que depois de certo tempo, a maturidade nos ajuda a não se irritar tanto com certas coisas. E quando a maturidade não é lá essas coisas (como às vezes me acontece), também já aprendemos a não ficar de picuinha por bobagens.

Depois de certo tempo, já sabemos que há assuntos delicados, que sempre provocarão brigas. E passamos a evitá-los, se nada irá resolver brigar por eles, ou a lidar de outra forma.

Esse ano não foi fácil. Mas superamos. Também aprendemos que não há como não ter crises. Elas sempre existirão. Mas o importante é superá-las. De preferência, juntos.

Conseguimos. E ele é o meu parceiro de 2010.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meu livro favorito em 2010

Texto 6 do #MemeDasAntigas

Para escrever esse post, primeiro tentei lembrar o que li desde o início do ano. Sem bancar a intelecualóide – até porque leio tudo que me chega às mãos, mais vendidos e mais obscuros –, aprendi a ler com 4 anos e nunca mais consegui parar. Lembro de minha mãe me mostrando os catálogos do Círculo do Livro (referência para maiores de 30 anos...) para eu escolher alguns (depois ela reclama da minha falta de vaidade – se ela tivesse me mostrado Avon...) e de minha felicidade ao abrir aqueles livros de capa dura...

Eu até já escrevi sobre essa minha ansiedade com livros e a frustração por saber que nunca darei conta de ler tudo de interessante que é publicado...

Me esforcei bastante, mas não consegui lembrar exatamente o que li desde janeiro, até porque a maioria não foi comprado, mas emprestado ou de biblioteca...

Acabei escolhendo como preferido “A menina que roubava livros”. Outros também foram muito bons, tais como o primeiro do Stieg Larsson, Chico Buarque...Mas a habilidade do Markus Zusak - parece que sua escrita é fácil demais, a forma como as palavras vão se encadeando - e a forma de levar a história “entregando” os próximos passos realmente ficaram marcados para mim como um dos melhores livros que já li, desde sempre.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um vídeo do YouTube em 2010

texto 5 do #MemeDasAntigas

Não tenho muita paciência de ficar fuçando esses vídeos que todos passam a compartilhar e viram mania, mas o “puta falta de sacanagem” foi o que lembro que vi e mostrei para algumas pessoas, até porque a expressão é ótima, digna de virar gíria instantânea.

Ah, como minha música do ano está relacionada ao Youtube, não vou ferrar meu post futuro adiantar o assunto.

Mas como descobri o vídeo Tchau Chupeta, do Pequeno Cidadão, no Youtube, é ele quem vai ser o “meu vídeo de 2010”. A música é ótima, mas o vídeo é simplesmente espetacular, com mensagens muito singelas transformadas em belas imagens. Mesmo que você não tenha filho, pode ver o vídeo que vai gostar. Confie!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Meu site/blog preferido em 2010

Sempre é ruim eleger “um preferido”. Normalmente já seria, mas para uma indecisa como eu, fica muito mais complicado. Se houvesse “categorias”, até seria mais fácil. Esse ano eu fucei muito, procurando coisas boas para ler na internet. Mas acabei descobrindo que não é tão fácil assim achar blogs interessantes que ainda sejam “desconhecidos”, a não ser que alguém nos indique. O blog que eu adorei ler foi o “Ela fala e sai andando”. Sempre dou risada com os textos, apesar de estar um tanto sem atualizações...Eu descobri através do SuperZiper, que também é bacana.

Tem muitos outros interessantes por aí, como alguns que vi nesse #memedasantigas e vou continuar acompanhando. Sempre acho ruim indicar um em detrimento de outros (mas já posso me declarar encantada pelo Chá-tice, adorei!), porque há tantos textos interessantes que eu nem descobri ainda... mas o da Elisa realmente acompanhei o ano todo. Não foi à toa que Rosana Hermann indicou e disse que tinha “se apaixonado”.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meu(s) filme(s) preferido(s) em 2010

Por mais que eu fuja dos clichês, às vezes só eles traduzem o que a gente vive...então, vambora:

- Meu malvado favorito: o filme é ótimo! Sei que se não tivesse meu filho, dificilmente assistiria...Fomos ao cinema em plena matinê de 2ª, então além do filme ser ótimo a experiência de vê-lo estando apenas nós dois numa supersala do Espaço Unibanco foi bem bacana!

- Tropa de Elite 2: apenas pelo fato de conseguir, após 4 anos, ver um filme adulto com o marido no cinema, em pleno sábado à noite, já seria um programa e tanto. Mas como a cereja do bolo, o filme merece todos os elogios escritos e falados por aí;

- Comer, Rezar, Amar: em pleno domingo à tarde, sozinha, consegui ver esse filme totalmente “mulherzinha” e hollywoodiano (com o clássico e insuperável final feliz). Mas não vou bancar a intelectualóide: adorei!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amor incondicional que não tem fim

Ontem tive que passar a manhã no hospital, cuidando de um torcicolo de meu pequeno...Tudo sob controle, a não ser 5 dias de molho, que para uma criança são uma eternidade, e para a mãe da criança, um teste absurdo de paciência e auto-controle...

Depois fomos a uma livraria, lemos algumas histórias e viemos embora, sem comprar nada.

Então, enquanto eu o prendia no cadeirão, ele me olhou e disse: "Mamãe, sabia que é muitosuperhipermega bom ter você de mãe?" E eu, derretida ali no chão do carro, mas ainda questionadora (como sempre), quis saber porquê, e então ele me disse: "Porque você é muito legal e faz coisas muito legais." (e eu não tinha comprado NADA!)

Então, com essa frase, tudo fez sentido, tudo valeu a pena, trabalhar sem ter salário, férias, momentos de desfrute egoísta ou algo assim, como um banho demorado ou conseguir ver um filme sem ser interrompida várias vezes.

Sei que fazemos e não podemos esperar retribuição, mas quando a gente ouve uma declaração dessas, não tem como não se encher de alegria, e de mais amor ainda!

Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar…

Ver o fim da reforma aqui em casa, que parece não ter fim nunca, já que estou nisso desde 2009 (até já escrevi sobre isso)...A não ser por esse detalhe gigantesco em minha vida, que é o fato da minha casa sempre me dar a impressão de inacabada, nada a que me propus eu não cumpri, nesse 2010, a não ser acabar com aquela pilha de tecidos e modelagens inacabadas, ao lado da máquina.

Mas até que eu curto ver aquilo, sempre me dá uma sensação que meu lado "DIY" está ali a me esperar.

Nossa, agora até me deu a impressão de ser alguém super bem resolvida e organizada...que luxo! Ou...(batendo a insegurança)...alguém que não se propôs a muitas coisas, nesse ano...Como hoje estou assim bem otimista, ficarei com a primeira opção!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Peraí… 2010 tá acabando?

Hoje começa o "Meme das Antigas - um inventário de 2010", proposto pelo Max Reinert. Segue meu primeiro texto, esse mês terá post novo diariamente!

É clichê demais essa história de que o tempo passa cada vez mais rápido, ou que a gente nem percebe e quando vê, ops, acabou mais um ano. Para mim, a idéia de que o tempo anda passando rápido demais é totalmente relacionada ao fato de não estar fazendo algo que realmente dê sentido à vida.

Quando nos entregamos ao automático, não que tudo fique rápido, o que acontece mesmo é que não nos damos conta do tempo que vivemos. Estamos tão fora de nós que nem percebemos os dias que vão se passando. Então, para mim, 2010 teve dias passados rápidos, dias bem devagar e dias que realmente nem percebi que passaram...Como provavelmente sempre deve ter sido, a não ser quando eu era criança, e a noção do tempo era algo muito mais abstrato, além de ter a impressão que eu o aproveitava melhor...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que está em sua cabeceira? E em suas mãos?

No momento, estou lendo 4 livros: A vida secreta de uma mãe caótica (Fiona Neill), Leite Derramado (Chico Buarque), Pedagogia Waldorf (Helena Trevisan) e Mentiras no divã (Irvin d. Yalom), além de uns trechos do Código Civil para uma pesquisa que ando fazendo e acabei de ler Fora de mim (Martha Medeiros).

Enfim, talvez isso mostre o quanto eu sou ansiosa, já que não consigo me decidir por nenhum deles e quero ler todos, não consigo acabar um para começar outro. O ruim, de quando estou lendo algo que me interessa, é que não quero fazer mais nada. Não quero fazer comida, não quero dar banho em filho, não quero que o telefone toque, não quero nada. Só quero ler, ler, e ler. Não quero tomar café da manhã com ninguém, porque já quero começar meu dia lendo (é quase sempre assim, mas quando tem um livro interessante na rotina, a coisa fica pior).

Mas fica pior: em que nível está minha loucura, quando fico com dó ao perceber que um livro está perto do fim? Isso acontece, mesmo. Então eu fico lendo um pouquinho, porque não consigo largar o texto, e quanto mais fininho o livro vai ficando, mais eu quero voltar ao início dele...

Quando vou a uma livraria, o que ocorre ao menos uma vez por semana, acaba sendo um misto de emoções. Fico curiosa para ver todas as novidades e ao menos dar uma olhada nas capas e orelhas, quero fuçar aqueles que ainda não chegaram aos mais vendidos, e também, muitas vezes, quero entender a lista dos mais vendidos, sobre o que falam aqueles livros que fazem tanto sucesso. Por outro lado, sempre acabo ficando frustradíssima, pois sei que não tenho tempo para ler tudo aquilo que eu gostaria, e sei que na próxima vez já haverá mais títulos, e nunca darei conta de tudo que me interessa.

E você, o que anda lendo nesse momento? O que está em sua cabeceira, esperando ser aberto? E o que recomenda, a outros leitores?

Imagem de um sebo em Paris

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Meme das Antigas

Vi no blog da Liliane Ferrari essa idéia do Max Reinert, um "Meme das Antigas - um inventário de 2010":


"A idéia é blogar (desesperadamente, como se não houvesse amanhã) todos os dias do mês de dezembro (sim, pode agendar os textos com antecedência) com os assuntos que seguem listados abaixo.

A regra principal é blogar todos os dias e, claro, se divertir!!! O tamanho do post fica da necessidade, vontade, estilo, preguiça de cada um... e obviamente, pode ser intercalado com outras publicações dentro da temática de cada participante.

O Meme das Antigas começa no dia 01 de dezembro e vai até o dia 31!!!"

Eu vou participar porque achei bacana a idéia de fazer uma retrospectiva com uma cara de "bota fora coletivo" e tentar expurgar 2010, ao menos em palavras...

Dia 01/12 – Peraí... 2010 tá acabando?

Dia 02/12 – Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar...

Dia 03/12 – Meu filme preferido em 2010

Dia 04/12 – Meu site/blog preferido em 2010

Dia 05/12 – Um vídeo do YouTube em 2010

Dia 06/12 – Meu livro favorito em 2010

Dia 07/12 – Meu parceiro/a de 2010

Dia 08/12 – Meu lugar preferido em 2010

Dia 09/12 – Meu show preferido de 2010

Dia 10/12 – Minha música favorita em 2010

Dia 11/12 – Minha compra de 2010

Dia 12/12 – Meu pior dia de 2010

Dia 13/12 – Meu melhor dia de 2010

Dia 14/12 – Em 2010 eu pela primeira vez...

Dia 15/12 – Em 2010 eu pensei em fugir para...

Dia 16/12 – Em 2010 eu tentei...

Dia 17/12 – Em 2010 eu consegui...

Dia 18/12 – Em 2010 tive inveja de...

Dia 19/12 – Em 2010 eu quase...

Dia 20/12 – Em 2010 eu descobri que...

Dia 21/12 – Em 2010 eu quis matar...

Dia 22/12 – E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para...

Dia 23/12 – E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para...

Dia 24/12 – Meu momento "Eu sou Ryka" em 2010 foi...

Dia 25/12 – Meu momento "Heleninha Roitman" em 2010 foi...

Dia 26/12 – Meu momento "Paola Bracho" em 2010 foi...

Dia 27/12 – Meu momento "Carla Perez" em 2010 foi...

Dia 28/12 – O problema de 2010 foi...

Dia 29/12 – O bom de 2010 foi...

Dia 30/12 – Uma foto minha em 2010

Dia 31/12 – E 2011?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Onde você guarda seu preconceito?

Há épocas em que tantos assuntos acontecem... É claro que você sabe tudo sobre o caso "Mayara Petruso". Muito se falou sobre isso, todos indignados com a postura da moça. Mas alguém lembrou dos próprios preconceitos?

Todos temos os nossos. Eu, infelizmente, não posso negar que ainda os tenho. Iluminado aquele que não tem nenhum, ainda não conheci ninguém assim. Lembro-me de uma campanha do MPF que perguntava "Onde você guarda seu preconceito?". As respostas eram as mais variadas, mas no final a campanha dizia algo assim: "Não guarde seu preconceito em lugar nenhum. Faça melhor: não o tenha!".

Aquele tapa na cara. Foi assim que senti, na primeira vez em que vi a campanha.

O preconceito que a estudante demonstrou foi tão absurdo, de uma ignorância tão brutal, que deixou todos indignados, apesar de haver uma parcela que ainda defende a opinião dela (tal como "Movimento São Paulo para paulistas").

Tenho meus preconceitos, e quero lutar contra eles. Garanto que meu preconceito não é como o da moça em questão, nem os demonstro por aí. Em resposta à propaganda, diria que guardo meus preconceitos dentro da minha cabeça, e tento nunca tirá-los de lá. Até porque hoje tenho a responsabilidade de criar uma pessoa, e gostaria muito de não transmitir isso para ele.

Muitas vezes não se tem preconceito contra a origem de alguém, mas com sua profissão, suas roupas, local onde mora, ou por seu comportamento.

E li muitas críticas também pelo fato dela ser uma estudante de Direito. Como advogada (que não exerce mas paga OAB), já ouvi coisas terríveis de amigos, tal como "advogado não presta, advogado é um horror" e até um "de jeito nenhum quero que meu filho seja advogado".

Que ótimo seria para o mundo se os que não têm caráter fossem instados a uma profissão exclusiva. Infelizmente, não é assim. Há canalhas médicos, jornalistas, professores, atletas, enfim, muitas vezes são advogados também, mas infelizmente, não são apenas.

Enfim, péssimo que a moça seja uma estudante de Direito, mas pior ainda é ela, como ser humano mais esclarecido que deveria ser, por ter certa formação cultural, sentir e demonstrar algo tão grotesco.

Mas fiquemos com o bom de tudo isso: as pessoas se indignaram, virou assunto, e ainda nos choca alguém pensar assim.

Eu, como disse, continuarei lutando contra os meus. E você, está livre de preconceitos? Não julga ninguém, antes de conhecê-lo de verdade? Está livre de julgar apenas pelo que é mostrado, tal como uma roupa, um carro ou uma profissão?

Vamos tentar não esconder mais nossos preconceitos, em lugar nenhum?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É apenas mais um dia

O que fazer quando se foge de uma verdade que está dentro da gente? Como obter êxito nessa fuga? Há coisas que não podemos contar aos outros, de forma pública. Há coisas que até podemos contar para alguma pessoa mais especial e que entenderá o que você está a dizer. Mas há coisas que não deveríamos nem pensar. Mas pensamos. E por mais que se tente fugir dos pensamentos, eles não fogem da gente.

Tudo isso pode parecer um grande enigma, mas você nunca passou por isso? Tudo está bem, tudo está harmonioso, não há nenhuma grande tragédia, polêmica ou drama. E, principalmente, eu não estou sob a influência dos terríveis hormônios m(e)onstruosos.

Por que eu questiono tanto, tudo que passa por mim? Eu não poderia ser alguém mais acomodada, mais serena, ao menos em pensamentos? Essa inquietude já me levou a muitos lugares, mas também já me tirou muitas outras coisas.

Hoje não há certezas. Apenas mais questionamentos. Mas amanhã passa. Eu sei que passa. Até a próxima.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que faltou para você?

Passada a eleição e independente do resultado, para mim o mais difícil foi acompanhar os programas, e ver as propostas dos candidatos. Por várias razões: no segundo turno, nenhum deles tinha carisma. Eu não conseguia ouvi-los sem perceber que aquele discurso era editado, por marqueteiros. Em alguns momentos, os discursos poderiam ser trocados, e ninguém acharia estranho, porque atualmente eles falam aquilo que, dizem, a massa gostaria de ouvir. Não se vê espontaneidade, ou alguém discursando algo em que realmente acredite.

Além disso, as propagandas usavam seu tempo muito mais para atacar o outro do que para defender idéias próprias. Também ouvi de muitas pessoas: votarei em um mas na verdade o voto será contra o outro, ou votarei no "menos pior".

Via (ilusioriamente) nessa eleição de piores candidatos possíveis uma chance de mostrarmos que não era isso que queríamos, e elegermos pessoas sérias e interessadas em fazer política pública. Uma alemã que mora há 1 ano no Brasil disse-me "que bom que aqui qualquer um pode se candidatar, isso é saudável". Sim, bom que (quase) qualquer um possa se candidatar, triste são alguns dos que se elegem, como atores/cantores sem nenhuma intenção pública na carreira.

Sempre gostei muito de política, e gostaria de ver mais pessoas interessadas. Claro que a decepção é grande, mas como mudar se o nosso discurso continua sendo igual, e sem atitude? Outro dia ouvi a expressão "revolta inerte", e é assim mesmo que nós agimos (eu incluída). Nos revoltamos, reclamamos, mas não saímos do sofá ou da cadeira do bar.

Tomara que a popularidade de alguns formadores de opinião preocupados com política traduza-se em pessoas mais interessadas e cientes de que não podemos simplesmente continuarmos reclamando, mas inertes. Mesmo que seja pela internet, que nos engajemos mais nas opiniões e nas informações.

Vai até uma dica de leitura, do Mário Sérgio Cortella (sou muito fã dele!):


 
E você, o que achou das campanhas?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nunca estive na Suécia, mas...

Vejam a situação: minha casa está parecendo cidade às vésperas de eleição, um canteiro de obras. E isso não é recente. Eu estou com a casa assim há 1 ano. E, pelo que vejo quando vou a lojas como Leroy, Etna e etc., muitas pessoas estão com as casas em construção ou reforma, nesse momento.

Um amigo já me disse, numa ocasião: se seu casamento sobreviver a uma reforma, sobrevive a qualquer coisa. Dramático? Se você pensou isso, é porque nunca passou por uma reforma. Porque uma coisa é construir, você longe daquele ambiente. Outra é reformar, com a família morando na casa. Ou tentando morar.

E a coisa se enrola há tanto tempo que até desenvolvi uma síndrome de Estocolmo, particular e bem definida. Eu não fui sequestrada nem quero brincar com um assunto tão sério. Mas sei que quando os pedreiros, pintores, encanadores e toda a turma forem embora, quando eu não ouvir mais os radinhos ou a conversa que muitas vezes para mim é ininteligível, sentirei falta. Quando eu conseguir fazer alguma coisa sem espirrar, ouvir algo que passa na televisão ou falar ao telefone sem o barulho, ou simplesmente entrar num cômodo sem pedir licença para ninguém, como se estivesse em casa, acho que vou até sentir falta. É ou não síndrome de Estocolmo, ou algo que o valha?

Você está pensando em fazer uma reforma? Então pense bem, ok?

"Extreme Makeover - home edition"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Você "problematiza"? Deixa disso...

Já falei sobre isso, mas como acabaram me indicando o vídeo novamente, e o assunto é sempre atual, vejam o vídeo de Mark Gungor no Youtube sobre a diferença entre o cérebro feminino e o masculino. Antes que pensem em algo chato, aviso: ele é comediante e o vídeo é bem engraçado.

Ele defende o seguinte: os homens têm cérebro-caixa e as mulheres, cérebro-novelo. Enquanto para eles todos os assuntos ficam divididos em caixas, que não se comunicam entre si, nós fazemos mil relações entre todos os assuntos, “tudo conectado com tudo”, uma hiperconexão em nossa cabeça.

Todos falamos sobre as diferenças entre nós. Mas essa foi uma das melhores definições que já ouvi sobre isso, e o melhor: tudo fica mais leve quando tiramos um sarro de nossos defeitos. É tão bom quando podemos ser bem humorados!

Ser bem humorado tirando um sarro dos outros é fácil. Mas façamos um exercício: tentemos ser bem humorado tratando de um "problema" nosso, cortando na própria carne, e veja como tudo fica melhor à sua volta.

Para os homens, sei da importância em ter uma companheira bem humorada, meus amigos me revelam isso. Outro dia um amigo recém-casado (em plena lua-de-mel, 10 meses de casamento) disse-me estar muito arrependido do casamento por não aguentar mais a convivência com alguém que só reclama.

E vou dizer, me incluindo nessa: mulher quando quer ser chata, ninguém ganha. A gente sabe mesmo aporrinhar a vida de um ser humano, reclamando, de cara feia, fazendo caras e bocas. E o pior é que todo mundo perde quando a gente resolve ser assim, mas é preciso certa dose de maturidade para percebermos isso.

Sei que não sou “a feliz” (longe disso, aliás), mas realmente viver ao lado de alguém azedo, que só faz drama, complica tudo ou que não admite errar é complicado…tudo fica difícil…Também não quero dizer que só mulheres são chatas. Há homens chatésimos por aí, às vezes por aqui também, é claro.

Então, pelo bem de nossos relacionamentos (não só os amorosos): vamos tentar ser um pouco mais leves? Ou como diria meu pai: vamos deixar de "problematizar"?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O primeiro festival a gente nunca esquece!!!!

Fomos ao Festival Natura - versão mirim, que rolou ontem. Minhas impressões, curtas, em tópicos, porque se eu começo a escrever não paro mais...

- Meteorologistas: graças a Deus erraram feio!!! Para quem teve até medo de olhar, a previsão ontem, 11 da manhã, era de chuva o dia todo...Ainda bem que distribuíram filtro solar!

- Infra: o local era bacana, o estacionamento caré$imo (R$35 ou R$25 se tivesse mais de 2 pessoas no carro, mas aí seu filho teria que dar uma boa caminhada até o local), tudo bem organizado, pessoas limpando tudo, as tendas eram boas, tinha van e carrinhos para levar do portão ao show, muito mais pontos positivos do que negativos!

- Alimentação: não podia entrar com lanchinhos ou garrafas já abertas...medo de falsificação, drogas ou algo assim? Acho que sim...Tinha uma praça de alimentação "saudável", com itens orgânicos (até pizza!) convivendo com hotdog e refris, frutas e sucos de verdade e sorvete Rochinha. Além disso, a organização "distribuiu" água mineral e pipoca.

Mas a gente foi lá pra quê? Pra comer, beber, ou pra conversar? Sim, vamos aos shows:

Primeira coisa importantíssima: os shows foram pontuais!!! Isso, falando em show para adultos, já é ótimo, mas quando se pensa nos pequenos, melhor ainda!
- Pequeno Cidadão: tirando a pequena vergonha que sentimos por ver as crianças ali no palco meio sem graças, o show foi ótimo, e só de ver Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra já vale! Eles foram ótimos, é nítido que os caras estão se divertindo fazendo aquilo! Foi bem legal!

- Palavra Cantada: já é um clássico! Sempre bacanas, com músicas que encantam pais, tios, todo mundo. O Paulo Tatit, como disse um amigo, estava caracterizado como os caras do Restart, mas ele parece ser tão legal que a gente entende que é figurino...

- Pato Fu: ÓTIMO! A melhor surpresa do evento, até porque as crianças mesmo não tinham muita familiaridade com as músicas, mas como disse a própria Fernanda Takai, música boa passa de pai pra filho...Muito bom o show, os covers e a interação dela e do John Ulhoa com a platéia. ÓTIMO!!!

- Adriana Partimpim: putz, que decepção...não guardaram o melhor pro final. A idéia era essa, sabemos disso, inclusive o palco e a cenografia criaram essa expectativa na galera. Mas expectativa é isso: foi criada para ser derrubada...Ela apenas falou, o show inteiro: "tem criança na platéia? Criança de SP na platéia? Adultos na platéia? Bichos na platéia?". Quanto mais o show passava, mais gente ia embora, também pelo cansaço e pela ameaça da chuva, mas também porque ela não conseguiu cativar a maioria dos que estavam ali...Deixou para tocar as músicas mais conhecidas e empolgadinhas pro final (Lig Lig lé e Fico assim sem você), cada vez que falava se repetia como num refrão mal feito "tem crianças...". Enfim, que pena...Para mim, o melhor do show foi ver o David Moraes, ele realmente é muito lindo! Desculpem sair do foco, mas para entenderem a situação, meu marido foi embora antes, para pegar o carro, e meu filho não quis ficar no show, quis ir embora de qualquer jeito. Então lá fiquei eu, sozinha, prestando atenção a tudo isso...

O que importa mesmo, no final, é que a gente pôde ir a um evento ótimo, muito bacana, e que, espero, se repita nos próximos anos! Que mais empresas possam fazer esse tipo de evento sem menosprezar o público infantil, com qualidade! Apenas uma observação: eu teria colocado 40 minutos para cada banda. Para as crianças, foi beeemmm cansativo....teve momentos em que os pais estavam mais animados que os pequenos...

Não esqueçam, essas são apenas as minhas opiniões sobre o que vivo, ok? Sem ofensas pessoais nem nada que o valha...

E você, foi ao show? E o que achou de tudo? Conta pra mim!

Adriana Partimpim - Bailarina

Ótimo Pato Fu e suas Músicas de brinquedo

Palavra Cantada

Pequeno Cidadão

Para provar que eu estava lá...e animada!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ôba, chegou mais gente!!! Mas desculpem a bagunça...

É impressionante o efeito que um RT causa...imagina então se você é recomendado...mas como disse a Elisa, do Ela fala e sai andando, fica também aquela impressão que não fiz tudo direitinho, para a hora em que chegariam as visitas...O blog estava desatualizadíssimo, com cara de embalagem de absorvente (um amigo disse isso e sou obrigada a concordar, mas o que posso fazer se minha (pouquíssima) criatividade se limita ao que escrevo? Meus desenhos ou algo do tipo são péssimos, então acabo usando os padrões do blogger mesmo...)

Então, como não pararam de chegar seguidores no twitter e acredito que isso também acabe se refletindo um pouco no blog, não posso deixar essa chance de escrever para mais alguém, além de mim mesma, minha mãe e alguns amigos bacanas que sempre dão aquela força...Isso, claro, antes de eu dominar o mundo!!! (entendem por quê os amigos dão força? Os médicos sempre dizem para não contrariar...)

Quando respondi, nem imaginei a repercussão (que para mim foi grande, entendam). Sei lá, brasileiro fala tanto de sexo, tudo tão normal, que nem imaginei tantas opiniões diversas sobre se é real mulher dormir ou não (que fique claro, sempre depois do sexo, nunca durante).

Algumas concordaram totalmente (@milena_popovic, @LaGioconda), outros descordaram frontalmente, e coitado do marido, que nem imagina que escrevi um negócio desses, senão é capaz de me deserdar na hora, até a honra dele foi questionada, dizendo que preciso é trocar o referencial...

Caracas, acreditem, estava apenas dando minha singela opinião, e isso não pode ser feito senão através do meu ponto de vista. Não quis dizer que se deve dormir, que não se deve, que se dormir é sinal de sexo ruim, ou nada disso. Apenas disse: para mim e para algumas mulheres que conheço, com as quais já falei sobre isso, não funciona como sonífero.

Mas também teve um iluminado que disse: não criemos regras para ninguém! Há mulheres que dormem, outras que não, outras que nunca param...enfim, é isso mesmo...Há gente de todos os tipos, e ainda bem! Eu mesma sou de tantos tipos diferentes...e se você está aqui comigo, que bom, também deve ser assim! Fique aí, puxe uma cadeira e vamos pôr a conversa em dia! Te garanto: assunto não vai faltar!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O poder de um cara...ou...é vírus???

Há muito não escrevo nesse blog. Não por falta de assunto, ou vontade. É que anda caminhando um projeto profissional muito bom, mas enquanto ele não acontece, eu ficaria sem postar mais nada. É como se estivesse "guardando" os posts, para depois.

Mas aí acontece uma coisa, do nada, que vira tudo. No twitter, assim como 900mil pessoas, eu sigo o @marcelotas. Até aí, nenhuma novidade. Ele hoje queria dicas para dormir bem, e recebeu uma dizendo: sexo. Eu vi, mas não concordei. Como mulher, não sinto sono depois do sexo. Outra pessoa até respondeu que só não sente sono mulher que finge. Eu digo: não finjo e não sinto sono (só minto de vez em quando...). Na real, não sinto sono mesmo. Ao contrário, me dá uma energia bem boa, disposição, endorfina e serotonina puras, correndo nas veias.

Foi então que se fez a luz: ele me citou numa RT, e de repente, como num passe de mágica, começou a chegar uma galera considerável em meu humilde @mulheraocubo. Caracas, pensei: hackearam alguma coisa e um vírus se instalou no meu hd, twitter, PQP...Amigos queridos já me citaram, mas infelizmente não deu tanta audiência assim...

Olhem o poder de um cara inteligente, formador de opinião e que eu sou fã faz tempo...desde o "Rá-Tim-Bum". Não é pra puxar saco, na verdade, ele não precisa disso, com certeza. Mas fica aí a idéia mais atual: os 15 segundos de fama...E apesar das recomendações de não postar nada por enquanto, esse tipo de momento não pode ser deixado em branco, não é verdade?

Afinal, quem me garante que serei citada novamente por alguém tão fodão quanto ele?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A escola, a confiança e a criança que estamos criando

Não há como não se abalar com notícias trágicas sobre crianças. Todos se abalam. Mas se temos crianças que amamos, mais até do que a nós mesmos, aquilo nos toca de maneira terrível. Muitas vezes, não há como segurar as lágrimas ao ver a notícia, mesmo sem conhecer aquelas pessoas.

Não há solidariedade nem palavra que amenize a dor de uma mãe e de um pai que perderam um filho. Uma tristeza avassaladora que não tem fim. E todos pedimos, clamamos, a Deus, à vida ou ao que se acredita, cada um tem sua crença, que nunca passemos por essa dor. Ninguém questiona: não há dor maior que essa, e todos sabemos disso, mesmo aqueles que não são pais, pois somos todos humanos, afinal.

Há tragédias e há acidentes. Também há doenças, fatalidades, há vida, há morte. Não temos como nos safar dela. Mas vivemos diariamente tentando esquecê-la, burlá-la, fazer de conta que ela não é da nossa conta. Mas é. E infelizmente também faz parte da vida daqueles que amamos.

Como entender o buraco, a dor, o desespero de uma mãe que tem um filho na escola, e que lá, naquele ambiente de confiança, lhe foi tirada a vida? Como não se colocar no lugar dessa mãe, que coloca um filho numa escola para educá-lo, instruí-lo, criar amizades, se divertir inclusive, e perde a vida de seu filho nesse lugar? O que sentimos, ao nos colocar em seu lugar, além de uma profunda solidariedade e pesar?

Sabemos que não podemos criar nossos filhos em bolhas. Não temos filhos para nós, todos dizem. Os filhos são do mundo. Nunca queremos que o mundo os trate pior do que nós os trataríamos, apesar de sabermos que não será assim. Mas na escola vemos uma extensão de nossas casas, mesmo que sejam imensas, estruturadas, profissionais. Mesmo que não haja uma relação de amor com a escola, há uma relação de confiança quanto aos cuidados. E quando tudo isso lhe é tirado, pois infelizmente a vida deste menino não foi a única coisa arrancada ali, e não apenas dessa família, perdemos o chão, o ar, a luz.

Que a vida, Deus ou a fé em algo consiga alentar um pouco o coração dos envolvidos nessa imensa tragédia. Que os responsáveis por crianças e seus cuidados não descuidem, nunca, nem por um minuto!

São palavras de uma mãe, que assim como outras milhares, todos os dias confia em deixar a razão de sua vida aos cuidados de outros, acreditando que aquele é o caminho para torná-la uma pessoa melhor. Que assim seja para todos nós!